Como mudar de operadora sem ficar sem internet

Mudar de operadora é das coisas que mais adiamos. Não por falta de vontade — quase toda a gente acha que está a pagar de mais — mas por medo do que pode correr mal. E o medo número um é sempre o mesmo: ficar sem internet no meio do processo.

A boa notícia é que, feito pela ordem certa, o corte de serviço é de zero minutos. Este artigo explica como.

Antes de mais: verifique se está fora do período de fidelização

É o passo que mais pessoas saltam — e o que custa mais caro. A maioria dos contratos de telecomunicações em Portugal tem períodos de fidelização de 24 meses. Sair antes do fim implica pagar uma penalização proporcional ao tempo que falta.

Como saber: na área de cliente da sua operadora, procure por “período de fidelização” ou “data de fim de contrato”. Se não encontrar, ligue e peça — são obrigados a informar.

Se ainda estiver fidelizado, faça as contas: por vezes a poupança da nova oferta compensa a penalização em poucos meses. Outras vezes vale mais esperar.

O erro que deixa as pessoas sem internet

É sempre o mesmo: cancelar o serviço antigo antes de ter o novo instalado.

Parece lógico — não quero pagar dois. Mas entre o cancelamento e a instalação nova podem passar duas semanas. E nesse período fica sem internet, sem TV e às vezes sem telefone fixo.

A ordem correta é exatamente a inversa.

A ordem certa, passo a passo

1. Contrate primeiro o novo serviço

Assine o contrato com a nova operadora e agende a instalação. Só quando tiver data marcada é que deve pensar em cancelar o antigo.

2. Aguarde a instalação e teste tudo

No dia da instalação, teste antes de o técnico sair: internet a funcionar, canais de TV a abrir, telefone com linha. Se algo não estiver bem, é muito mais fácil resolver com o técnico ainda em casa.

3. Só depois cancele o serviço antigo

Com o novo serviço a funcionar, contacte a operadora antiga e peça o cancelamento. O pré-aviso mínimo é de 30 dias — o que significa que vai pagar mais um mês. É o custo de não ficar sem serviço, e compensa sempre.

4. Devolva os equipamentos

Router, box de TV, comandos — tudo o que a operadora antiga lhe entregou tem de voltar. Se não devolver, cobram o valor dos equipamentos, que pode chegar às centenas de euros.

Guarde o comprovativo de devolução. É a sua prova se houver cobrança indevida mais tarde.

E o número de telefone? Fica-se com ele

A portabilidade é um direito. Pode manter o seu número de telemóvel ou de fixo ao mudar de operadora, e o processo é tratado entre as duas operadoras — não tem de fazer nada além de pedir.

Peça a portabilidade no momento em que contrata o novo serviço. Se cancelar o antigo primeiro, perde o número.

Sobreposição de faturas: normal e temporária

Vai haver um mês em que paga aos dois. É desagradável, mas é o preço de não ficar sem serviço — e é sempre inferior ao custo de duas semanas sem internet, sobretudo se trabalhar a partir de casa.

Os seus direitos, em resumo

  • Portabilidade: tem direito a manter o número
  • Pré-aviso: 30 dias para cancelar, e a operadora não pode exigir mais
  • Fidelização: só é válida se tiver sido comunicada de forma clara na contratação
  • Penalizações: devem ser proporcionais ao tempo em falta, não o valor total do contrato
  • Reclamação: pode recorrer à ANACOM se algo não for cumprido

Quer que tratemos disto por si?

Comparamos as ofertas de todas as operadoras para a sua morada, verificamos a sua fidelização e tratamos de todo o processo de mudança — incluindo a coordenação entre operadoras para que não fique um minuto sem serviço.

A análise é gratuita e não tem compromisso. Peça a sua análise aqui.

Deixe um comentário